
"O SUS é a maior política pública de justiça social, de direitos humanos e sociais do Brasil. E as conferências nacionais de saúde são a expressão da força da sociedade". A afirmação do ministro da Saúde, Marcelo Castro, permeia os temas em discussão na 15ª Conferência Nacional de Saúde (15ª CNS), iniciada na noite de terça-feira (1º/12), em Brasília (DF). E o espelho da participação popular nos debates da saúde pública é formado pelos trabalhadores da saúde, gestores públicos e usuários do SUS entre estudantes, aposentados, população do campo, representantes de movimentos LGBT, de defesa da igualdade racial, dos povos indígenas e quilombolas, entre outros, que debatem os rumos do Sistema Único de Saúde. Mais cedo, na tarde de terça-feira, milhares de manifestantes defenderam o SUS na Esplanada dos Ministérios, durante Ato Público da 15ª CNS. Organizada pelo Conselho Nacional de Saúde e pela Frente em Defesa do SUS (ABRASUS), a marcha seguiu em direção ao Congresso Nacional. Além da ampliação das fontes de financiamento do SUS, historicamente insuficientes, os militantes protestam contra as tentativas de retirar as garantias constitucionais de universalidade e integralidade, que faz com que a saúde seja um dever de Estado e um direito de cidadania. Com o tema
Saúde pública de qualidade para cuidar bem das pessoas: direito do povo brasileiro, a 15ª CNS vai até o dia 4 de dezembro.
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