sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Centro de Estudos da ENSP e Revista Ciência & Saúde Coletiva debatem sobre vulnerabilidade


Até o fim de 2017, segundo estudo do Banco Mundial, mais de 3,6 milhões de brasileiros estarão vivendo com menos de R$ 1 real por dia, juntando no mesmo cesto da pobreza-extrema histórias de vida de homens, mulheres e crianças marcadas pela carência absoluta e unidas pela vulnerabilidade de suas condições de vida. As formas como os conhecimentos da Saúde Coletiva devem promover ações para a mitigação dessa situação exige que se olhe estas mulheres, crianças e homens de frente, com novas concepções sobre as formas de trabalho e formação. Estes foram alguns dos conceitos transmitidos pelo professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM/USP), José Ricardo Ayres, convidado do Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcelos da ENSP, organizado em parceria com a Revista Ciência & Saúde Coletiva, como atividade de divulgação do número temático Política pública e papel institucional do Ministério da Saúde no Brasil. A apresentação do Ceensp na íntegra está diponível no Canal da ENSP no Youtube.  SAIBA MAIS

História dos GTs, Comissões, Comitês e Fóruns da Abrasco

Esta edição da Ensaios & Diálogos em Saúde Coletiva traz a história de vários Grupos Temáticos, Comissões, Comitês e Fóruns da Abrasco. Confira aqui e boa leitura.

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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

'Radis' debate o drama dos refugiados


Disponível on-line, a edição n°180 de setembro de 2017 da revista Radis destaca o drama da migração forçada, suas implicações na saúde e as perspectivas de futuro dos refugiados no Brasil. Para a Radis, a expulsão de milhões de pessoas de seus territórios em função de guerras, perseguições políticas, étnicas, religiosas, de gênero ou orientação sexual, problemas econômicos e socioambientais é a questão humanitária mais aguda no planeta, a somar-se às questões crônicas de desigualdade, miséria e injustiça social. O editor Adriano De Lavor, autor da reportagem de capa, com arte do design Felipe Plauska, fala sobre vidas dilaceradas por desagregação familiar e ruptura com vínculos territoriais e culturais, com relatos de luta pela vida e superação. Além dos refugiados, ele ouviu pesquisadores e profissionais que se especializaram nesse acolhimento, embora não exista política pública definida para a situação. SAIBA MAIS

Entrevista: convidado internacional ministra curso na ENSP e fala sobre desastres e vulnerabilidades socioambientais


José Luís Zêzere, professor da Universidade de Lisboa e Simone Oliveira, pesquisadora da ENSP, falam sobre a realização do Curso Internacional Desastres, Ordenamento do Território e Vulnerabilidades Socioambientais, que ocorreu na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) entre os dias 25 e 27 de outubro. SAIBA MAIS

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Mesa resgata importância da resistência do movimento dos trabalhadores


Os impactos da Reforma Trabalhista na proteção social, saúde e organização dos trabalhadores vêm pautando uma série de discussões na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz). Na semana comemorativa do aniversário de 63 anos, não foi diferente. A instituição reuniu diversos especialistas para aprofundar o tema e debater a sequência de desmontes nas áreas de saúde, educação e direitos. "A iniciativa de realizar essa mesa vai ao encontro das ações da ENSP de se abrir, ou seja, construir novos espaços institucionais, sair dos muros da saúde pública. Não há como falar de saúde sem vinculá-la à realidade dos trabalhadores e da população mais pobre", argumentou o pesquisador José Augusto Pina, do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador. SAIBA MAIS

HOJE Online- na ENSP: Seminário internacional discute alternativas para desmedicalização das drogas psiquiátricas

Nos dias 30 e 31 de outubro e 1º de novembro de 2017, Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP/Fiocruz) sediará o Seminário Internacional A Epidemia das Drogas Psiquiátricas: Causas, Consequências e Alternativas. O objetivo do evento é contribuir para o conhecimento e ações sobre as causas e os riscos do atual modelo de doença da psiquiatria na abordagem do sofrimento psíquico, as interfaces com o processo de produção e consumo de drogas psiquiátricas, assim como a construção de alternativas terapêuticas na atenção psicossocial. A abertura está marcada para as 9h, no auditório térreo da ENSP. As pré-inscrições estão encerradas. O seminário terá transmissão on-line e será gravado pelo Núcleo Audiovisual da CCI/ENSP.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Estudo associa segregação a hipertensão e diabetes


Uma pesquisa inédita realizada pela Fiocruz e mais cinco centros de pesquisa do país revela que indivíduos que moram em vizinhanças mais segregadas economicamente - locais com maior concentração de responsáveis pelo domicílio com renda menor do que 3 salários mínimos -  têm 26% mais chance de apresentarem hipertensão e 50% mais de desenvolverem diabetes, comparados a pessoas que residem em áreas menos segregadas. O estudo foi publicado na edição de agosto da Social Science & Medicine, uma das mais respeitadas revistas científicas do mundo.   SAIBA MAIS

domingo, 29 de outubro de 2017

Entrevista: 'Uma reação só vai acontecer se a base estiver ruindo'


Tatiana Wargas, pesquisadora da ENSP e membro do Grupo de Condução da RedEscola, fala sobre o papel dos Executivo, do Legislativo e do Judiciário na saúde brasileira. SAIBA MAIS

sábado, 28 de outubro de 2017

Feminicídio: 'O que não se nomeia, não se discute', destaca juíza em palestra


A violência contra a mulher e o feminicídio têm raízes sociais e funcionam como uma mensagem às demais mulheres que confrontam a ideia de subordinação, destacou a juíza Adriana Mello, titular do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), durante a palestra Feminicídio - Uma análise sociojurídica da violência contra a mulher, que aconteceu na ENSP, em 18 de setembro. Realizado em parceria com o Departamento de Direitos Humanos, Saúde e Diversidade Cultural da Escola Nacional de Saúde Pública (Dihs/ENSP/Fiocruz), o evento da série Futuros do Brasil, do Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz, foi mediado pela coordenadora do Dihs/ENSP, Maria Helena Barros. Ponto culminante da violência contra a mulher, o feminicídio deriva principalmente da assimetria de poder nas relações domésticas, explicou Adriana. "Muitas vezes, tentativas da mulher no sentido de romper com uma relação de poder desigual desencadeiam a violência, visto que o homem atua para punir e corrigir o comportamento feminino, conduzindo a mulher de volta ao lugar de subordinação historicamente estabelecido para ela", observou, destacando a diferença entre o feminicídio e outros tipos de assassinatos de mulheres.  SAIBA MAIS

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

'Transição da saúde no Brasil' é tema de artigo do Cadernos de Saúde Pública


A transição epidemiológica, conceito relativo à complexa mudança nos padrões de saúde e doença, que baseia-se na ideia de que as doenças degenerativas e as chamadas "provocadas pelo homem" substituíram as doenças infecciosas como principais causas de morbidade e mortalidade, não seguiu no Brasil o padrão linear e unidirecional observado em muitos países desenvolvidos, exigindo um quadro mais amplo para entender a transição da saúde no país, com especial atenção para as desigualdades sociais e regionais. A conclusão é de um estudo desenvolvido pelo pesquisador Gabriel Mendes Borges, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Brasil; e da Universidade da California, EUA. "O declínio da mortalidade infantil tem sido, historicamente, o principal motor das mudanças na expectativa de vida, contribuindo em grande parte para explicar as variações regionais na mortalidade. Esse declínio refere-se, primeiro, a doenças infecciosas e parasitárias e, em seguida, às de causas associadas ao período perinatal." SAIBA MAIS

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Acolhimento da população trans* na perspectiva da Saúde Pública no Brasil com foco na Atenção Básica.

A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), aprovada e publicada em 2006 (Brasil, 2006), é fundamentada nos princípios assistenciais e organizativos do Sistema Único de Saúde (SUS): universalidade, integralidade e equidade, em um contexto de descentralização e controle social da gestão.
Tendo como base tais princípios assegurados, diversas lideranças LGBT e movimentos sociais organizados, através de muita pressão ao governo, ao longo do tempo, conseguiram com que o Ministério da Saúde apresentasse a Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) para ser implementada no SUS. Sua formulação seguiu as diretrizes de Governo expressas no Programa Brasil sem Homofobia, que foi coordenado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR) e que atualmente compõe o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3). Leia mais

#Pelavidadasmulheres: 'Radis' de outubro expõe as marcas da violência contra a mulher


2ª Conferência Nacional de Saúde das Mulheres, realizada em agosto de 2017, reuniu cerca de 1.800 participantes e discutiu temas como a legalização do aborto, o desmonte da saúde pública, as diferentes formas de opressão, assédio e violência contra as mulheres e o feminicídio - crime que custa a vida de uma mulher a cada duas horas no país. O evento, tema da reportagem de capa da Revista Radis 181 (outubro 2017), também recebeu destaque no editorial da publicação. "Há desigualdade entre homens e mulheres. Mas há, ainda, mais discriminação e invisibilidade caso elas sejam pobres, negras, indígenas, lésbicas, trans ou de baixa escolaridade, por exemplo", afirma o texto. A Radis n.181 apresenta reportagens sobre o projeto "Refugiados de Belo Monte", o documentário "Eu + 1: uma jornada de saúde mental na Amazônia", a ameaça de extinção da Renca e os destaques da semana comemorativa de aniversário de 63 anos da ENSP. Acesse a publicação.   SAIBA MAIS

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Conhecimento em saúde contra a perda de direitos


A relevância da produção de conhecimento em saúde em um contexto de perda de direitos esteve em destaque no lançamento da edição temática Saúde, Trabalho e Ambiente, da revista Saúde em Debate, editada pelo Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes). A publicação, lançada em 24 de julho, na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), assim como o evento, resultou de parceria entre o Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da ENSP, o Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE-Fiocruz) e o Cebes. "Existe relevância em produzir conhecimento nessa área de saúde, trabalho e meio ambiente, pois estamos vivendo uma conjuntura de desmonte de direitos sociais e direitos dos trabalhadores", observou Cristiani Vieira Machado, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da ENSP, apontando que a produção acadêmica não está dissociada da intervenção na realidade do sistema de saúde.  SAIBA MAIS

Assédio moral: quando o trabalho mata e adoece


O Curso de Especialização em Saúde do Trabalhador do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP) recebeu, na terça-feira, 25 de julho, a professora Terezinha Martins para uma aula aberta sobre "Os ataques à saúde mental de quem trabalha: o assédio moral". Doutora em psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Terezinha é integrante do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). SAIBA MAIS