
Muitos brasileiros só ouviram falar de barragens de rejeitos depois do último dia 5 de novembro, quando o rompimento de duas dessas instalações, de propriedade da mineradora Samarco, inundou de lama a cidade de Mariana e o Rio Doce, parando no mar do Espírito Santo. Mas esta não é a primeira vez que um acidente como esse acontece no Brasil. Desde 1986, pelo menos seis desastres semelhantes ocorreram, alguns com mortes de operários. Este breve histórico foi levantado em um artigo assinado pelos pesquisadores Marcelo Firpo, da ENSP, e Bruno Milanez, da Universidade Federal de Juiz de Fora. O texto relaciona as tragédias ao modelo de exploração econômica adotado pelo Brasil, em que convivem uma legislação frágil, o Estado sem força política para fiscalizar empresas privadas e a falta de voz das populações mais afetadas pelos grandes empreendimentos de mineração.
SAIBA MAIS