No ano em que se comemoram os 25 anos do Sistema Único de Saúde (SUS), o Conselho Nacional de Saúde(CNS) lançou, nesta quarta-feira (30), a Campanha Nacional em defesa de um SUS mais forte e com maior participação social. Com o tema O povo brasileiro de mãos dadas por um SUS de qualidade e para todos, a campanha visa fortalecer o Controle Social feito pelos 100 mil conselheiros de todo Brasil, e já prepara para a 15ª Conferência Nacional de Saúde, em 2015.
Antes da apresentação da campanha no auditório do edifício-sede do Ministério da Saúde, conselheiros e militantes da saúde pública de todo o país realizaram um grande ato em defesa do SUS, diante do Congresso Nacional, em Brasília (DF). O secretário deGestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, Odorico Monteiro, destacou a importância do SUS mais forte e da participação popular nesse processo. Confira o que disse o secretário:
Segundo a presidenta do Conselho Nacional de Saúde, Maria do Socorro de Souza, a campanha tem dois objetivos: o de dar maior visibilidade e fortalecer os conselhos nos estados e municípios; e fazer a defesa do SUS com uma agenda propositiva, enfrentando os grandes problemas, como o financiamento, os recursos humanos e o direito humano à saúde. Confira o que diz a presidenta do Conselho sobre os objetivos da campanha:
Representante dos usuários do SUS no Conselho Nacional pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), José Wilson lembrou no ato que a saúde pública teve uma agenda intensa este ano. “Esperamos que a partir desta campanha, do programa Mais Médicos e da 15ª Conferência em 2015 possamos ter uma política pública de saúde mais consolidada, estruturada e capaz de chegar ao interior do Brasil com qualidade e acessível às populações do campo”, opina José Wilson.
Júlia Roland, diretora do Departamento de Apoio à Gestão Participativa (DAGEP) do Ministério da Saúde, e uma das representantes dos gestores da saúde dentro do CNS, acredita que a participação da sociedade foi fundamental para o nascimento do SUS e ainda é para sua construção. “Esse movimento é positivo porque poderá aperfeiçoar e qualificar mais o diálogo entre os representantes da população e os representantes da gestão”, afirma a diretora, lembrando o grande amadurecimento desta relação ao longo dos 25 anos do SUS.
Controle Social – Os conselhos de saúde, tanto o municipal, quanto o estadual ou nacional, são órgãos em que a sociedade brasileira pode intervir, fiscalizar e cobrar o cumprimento das políticas de saúde. Formado por usuários, profissionais da saúde, gestores e prestadores de serviço de saúde, os conselhos são deliberativos e foram criados para manter o controle social da saúde brasileira.
De agora em diante, os conselheiros vão levar para seus estados e municípios as pautas da campanha pelo SUS mais forte e aperfeiçoar o debate até a 15ª Conferencia Nacional de Saúde, a ser realizada em 2015. Assim como o SUS, esse é um movimento descentralizado que pretende aperfeiçoar o controle social das políticas públicas de saúde em todos os conselhos espalhados pelo Brasil.
Lucas Leon / Blog da Saúde








De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Europa está na vanguarda do controle do tabaco. “A situação no Brasil também melhorou nos últimos anos”, disse a coordenadora do Centro de Estudo sobre Tabaco e Saúde da ENSP, Vera Luiza da Costa e Silva, em entrevista à Rádio CBN de Foz do Iguaçu, em 8/10. "No Brasil, a gente sofreu uma queda imensa de consumo. A gente tinha 84% e, hoje, a gente tem menos de 15% de consumo no país. Isso foi graças a uma série de políticas que foram implementadas pelo governo. Isso mesmo levando em conta que o Brasil é o segundo maior produtor e o maior exportador de folha de tabaco do mundo." Vera informou que um estudo no Brasil mostra que gastos pelo Sistema Único de Saúde no tratamento de doenças relacionadas ao tabaco são maiores que a arrecadação de impostos pelo país.










